Me dói o barulho dos automóveis, perdi meu oxigênio e minha vontade, enquanto avança a dor mais um quilômetro, eu fico e você se vai.
Nesta noite de estrelas imóveis, teu coração é alérgico a mim, ainda bate mesmo por engano, um milímetro atrás respiro em um congelador e não sairei jamais.
Vou caminhando em tempestades elétricas buscando algum território neutro, onde não escute de você, onde aprenda a esquecer, a não morrer e a não viver, tão fora de lugar.
Sabe, não vou cuidar teus passos, não posso te defender de ti.
Já não curarei tua solidão quando dorme a cidade, não estarei para ouvir tuas histórias tontas. Não, porque tens medo de sentir, porque és alérgico a sonhar e perdemos cor porque és alérgico ao amor...


Anahi.
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