Você não me ensinou a brincar de boneca ou a acreditar em fadas. Você me ensinou a ser eu mesma, a gostar de futebol e rir por tudo. Você foi meu herói, e meu porto-seguro. Você implicou comigo, falou mal do meu cabelo, das minhas roupas e deu risada quando eu falei que sou legal, como se fosse meu amigo e não meu pai. Mas talvez você foi mesmo um amigo meu em uma versão mais chata e que pagava as minhas contas, me mimava e me aguentava desde criança. Eu me lembro até hoje de quando eu fui me matricular na escola, e a diretora me falou o que eu gostaria de ser quando crescer e eu disse: “Advogada, modelo, médica, presidente, comerciante, palhaça…” E você sorriu e disse: “Você vai ser tudo isso e ainda mais!” Eu me lembro quando você me buscava na escola e da vez que você me levou de pijama pra escola e eu implorei para que eu não entrasse. Lembra de quando ficávamos no sofá conversando? Não fazia o menor sentido, já que eu tinha uns 4 anos, mas você tentava me entender. Quando cresci é quase igual, tirando o fato que você gostava de rir da minha cara e me chamar de preguiçosa(…). Eu não gostava muito de dizer, mas eu te amo. Não te amo por obrigação ou pelo fato de você ser meu pai, te amo porque acima de tudo, você era o meu amigo. Eu te amo, muito.
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